TUTORA GANHA TUTELA DE CADELA KIARA APÓS DISPUTA EM TRIBUNAL

O caso inédito em Portugal de um casal que não chegou a acordo sobre guarda do animal.


A decisão do tribunal foi "confiar exclusivamente a cadela Kiara à requerida (tutora)".  
 
Na decisão, o Juiz ponderou os depoimentos do ex-casal e de várias testemunhas, bem como a perícia realizada pelo especialista em comportamento animal, Pedro Emanuel Paiva, fundador da Pet B Home.
 
De acordo com a sentença, "o fato de o requerente pedir inicialmente no processo para ficar num regime partilhado parece indiciar uma tentativa de manter a requerida por perto, embora se reconheça que gosta da Kiara também".
 
Após a mulher ter iniciado um novo relacionamento, "a situação ter-se-á alterado, o que gerou uma reação do requerente reclamando o direito de ficar com ela em períodos iguais, que a requerida aceitou, perante a pressão do requerente, ela que pretendia se afastar do requerente definitivamente."
 
A partilha de Kiara terminou no entanto depois de a mulher ter ficado grávida e quis cortar qualquer contacto com o ex-namorado.
 
O tribunal concluiu ainda que "os testes efetuados permitiram aferir que a relação emocional e comportamental do canídeo Kiara é bastante equilibrada e estável com ambos os tutores", por isso a vontade da mulher de ficar com a cadela é o único elemento diferenciador no processo.
 
Neste caso, a sentença diz mesmo que "a partilha nem sequer é boa para o animal, e muito principalmente para os sistemas familiares de cada um, que são gravemente afetados, pela necessidade de contato permanente."
 
O homem acabou por pedir para que a cadela ficasse consigo em exclusivo, facto que o juiz recusou.
 
A cadela, hoje com sete anos, foi uma prenda de aniversário oferecida pelo homem à mulher, em 2012. No entanto, o casal colocou um ponto final na relação em 2014 e foi a mulher quem ficou com Kiara.
 
O homem, de 32 anos, queixou-se em tribunal que a ex-companheira não o deixava ver a cadela. Já a mulher diz que para o ex-namorado, Kiara é um pretexto para lhe destabilizar a vida.
 
Os dois acabaram por levar o caso para tribunal para decidirem a guarda total do animal de estimação.

SITE CORREIO DA MANHÃ | 2019-12-03