PET B HOME - VOU DE FÉRIAS E O MEU PET VAI COMIGO!
VOU DE FÉRIAS E O MEU PET VAI COMIGO!
É possível conciliar o descanso e o bem-estar dos nossos animais de companhia com os momentos das tão desejadas férias de verão dos seus tutores.

Na maioria das famílias, o animal de estimação faz parte integrante da mesma e não é justo deixa-lo para trás. Para alguns tutores, não é uma opção abdicar da presença do seu “fiel companheiro” durante as férias, quer sejam longas ou curtas.

Em Portugal está crescer exponencialmente a oferta de alojamentos para famílias com animais de companhia, invertendo a situação de décadas anteriores, quando os animais eram barrados à entrada da generalidade de hotéis e condomínios de férias.

Antes de partirem em viagem, é importante estabelecer e cumprir alguns critérios que vão garantir que tudo vai correr bem:

• A CONSULTA DO VIAJANTE NO MÉDICO VETERINÁRIO

A Consulta do Viajante é uma consulta pré-viagem, com o objetivo de informar os tutores acerca dos riscos de saúde e as medidas preventivas, com o seu pet, a seguir antes, durante e após a viagem. Deve idealmente marcar consulta 8 a 4 semanas antes da data de partida. Esta antecedência permitirá a adoção das medidas necessárias para a proteção do seu animal de companhia antes de viajar. No final da consulta é emitido um Certificado Sanitário Veterinário, mencionando que o animal de companhia está livre de doenças que afetam a espécie e está apto a efetuar a viagem prevista até ao destino final.

• HOTEIS OU CASAS DE TURISMO QUE ACEITAM OS PETS

Os hotéis e casas de turismo rural pet-friendly são cada vez mais em Portugal e no estrangeiro. No site Booking há alojamentos onde os fiéis amigos de quatro patas são bem-vindos. No site Airbnb, os anúncios que permitem animais de estimação cresceram mais de 100%, nos últimos anos. A maioria destes espaços cobram pela permanência dos animais de companhia, mas como em tudo na vida, há coisas que não têm preço.

• VAI DE CARRO

Caso a viagem seja feita de carro, leve o seu pet a passear no automóvel sempre que possível, para que ele sinta confiança e tranquilidade dentro do meio de transporte, uns tempos antes da ida para férias. A lei (artº56 do Código da Estrada) apenas refere que o animal não pode prejudicar a condução (não pode andar solto). Isto é, um animal pode ser transportado como o tutor achar mais conveniente, desde que não afete o condutor ou a visibilidade do mesmo.

• MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA A VIAJEM DE CARRO

O cinto de segurança é uma espécie de trela que faz a ligação entre o peitoral ou coleira e o local onde se insere o cinto de segurança. Em caso de acidente o peitoral é mais seguro evitando o estrangulamento.

Com a grelha ou rede divisória que existe em vários carros é possível manter os cães na parte de trás (na mala do carro e coloca se entre o porta-bagagens e a parte dos bancos traseiros) para evitar que o cão possa ser projetado para a frente.

A forma mais estável de transportar um animal é com recurso à utilização de uma transportadora própria para este efeito. Desta forma evita que os animais consigam deslocar-se no carro de um lado para o outro ou ter algum comportamento imprevisível que possa distrair o condutor e ao mesmo tempo proporcionar-lhe conforto e bem-estar. A transportadora deve ser utilizada através do instinto natural do animal para procurar um local seguro e confortável para descansar. É fundamental que a sensação de bem-estar seja uma constante quando se encontra no interior da mesma. A utilização da caixa transportadora carece de um processo de habituação prévio, associado a estímulos positivos para o pet e nunca deve estar relacionada como uma “prisão”. A escolha da transportadora deve ser feita em consciência. O espaço no seu interior deve permitir ao cão ou gato estar de pé e rodar sobre si próprio. Ao procurar a ajuda de um especialista em treino canino vai garantir que este processo se vai concretizar com sucesso.

Atenças às janelas abertas! Os cães têm tendência a pôr o focinho de fora durante as viagens, há outros que podem tentar saltar para fora, inclusive com o carro em movimento.

• EVITE OS ENJOOS

Evite os enjoos, não dê comida ao seu animal três horas antes do começo da viagem, evite alimentá-lo durante a viagem, mas não se esqueça de o hidratar, parando algumas vezes para lhe proporcionar o acesso a água fresca e caso o seu pet tenha antecedentes de enjoo em viagens, procure tratamento médico junto do veterinário. Outro aspeto importante é, para evitar enjoos, pare a cada duas horas para garantir o conforto do animal.

• VAI DE AVIÃO

Os requisitos, para o pet viajar de avião, dependem do local de destino. Ao consultar o site oficial da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, pode perceber quais os requisitos de cada país, dentro e fora da Europa. É fundamental o certificado sanitário veterinário nas 24 a 48 H precedentes à partida, mencionando que os animais estão livres de doenças que afetam a espécie e aptos a efetuar a viagem prevista até ao destino final. Para viajarem na cabine, os animais de companhia autorizados apenas são os cães ou os gatos e não podem ultrapassar os 8 kg - incluindo a caixa de transporte, mantidos dentro da uma caixa de transporte própria que seja capaz de reter os fluídos do animal e à prova de mordedura.

• A MALA DE VIAGEM DO PET

O animal de companhia também precisa de levar alguns dos seus objetos de uso diário: a cama, a trela, a coleira, um reservatório com água, a alimentação que habitualmente faz parte da sua dieta, alguns dos seus brinquedos favoritos e o boletim sanitário atualizado. Se possível, a coleira deve ter uma chapa com o nome do pet e um contacto de telefone, para o caso de ele se perder ser mais fácil entrar em contacto com o seu tutor.

PEDRO EMANUEL PAIVA, FUNDADOR DA PET B HOME | 2022-08-06
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